sábado, 1 de fevereiro de 2014

Ceni e Fabuloso pregam paz no reencontro com Lúcio no clássico

Jogadores do São Paulo fazem elogios ao ex-companheiro e agora rival antes da partida contra o Palmeiras, domingo, no Pacaembu, pelo Paulistão


FUTEBOL - PALMEIRAS - Lúcio Durante Disputa Do Rachão (Foto: Marcelo Hazan)Lúcio, hoje no Palmeiras, teve passagem para esquecer pelo São Paulo (Foto: Marcelo Hazan)
Pelo menos no discurso, o ambiente será tranquilo no reencontro de Lúcio com os ex-companheiros. De aposta para ser um novo líder dentro de campo, o zagueiro se transformou em problema no São Paulo ao entrar em atrito com os técnicos Ney Franco e Paulo Autuori. Também não deixou saudades no elenco. Neste domingo, o pentacampeão, agora no Palmeiras, revê o antigo clube no clássico das 17h, no Pacaembu.
O tom ameno partiu dos jogadores mais experientes do grupo são-paulino: Rogério Ceni e Luis Fabiano. Ambos trabalharam com o defensor nas Copas do Mundo de 2002 e 2010, respectivamente, período em que Lúcio era nome certo em convocações.
- (Vai ser) um prazer (encontrá-lo). É um grande jogador. O Palmeiras fez uma excelente contratação – afirmou Ceni. 

- Conheço o Lúcio há muito tempo. Tive a felicidade de trabalhar com ele na Seleção. É um grande cara, um grande amigo, mas quando nos encontrarmos vamos esquecer a amizade – disse o Fabuloso.

Parte dos atletas não pensa da mesma forma. Alguns jogadores relataram que Lúcio era uma "pessoa difícil" no convívio diário. Além disso, não respeitava ordens superiores, principalmente dentro de campo. Por várias vezes, as idas ao ataque, sem autorização dos treinadores, resultaram em gols dos adversários.

Lúcio não esconde que ficou magoado por ter deixado o São Paulo um ano antes do fim do contrato e depois de ficar quase seis meses afastado. Na semana passada, o jogador chegou a declarar que os dirigentes tricolores não foram “homens” durante o processo que culminou com a saída dele em meio à temporada passada. 

As confusões começaram durante a Taça Libertadores. Lúcio não gostou de ser substituído no segundo tempo da derrota por 2 a 1 para o Arsenal, na Argentina. Irritado, seguiu direto para o ônibus e sequer participou do papo entre atletas e comissão técnica. Na chegada ao Brasil, piorou a situação ao dizer que, quando deixou o gramado, a partida estava 0 a 0.

Os problemas seguiram quando a direção trocou Ney por Paulo Autuori. Lúcio apareceu no CT da Barra Funda com um preparador físico particular, deixou o treinador furioso e acabou afastado. O jogador nega a atitude e alega que aquele era apenas um primo que foi ajudá-lo em atividades fora do período.

Lúcio foi contratado no fim de 2012 para dividir com Rogério Ceni a liderança do elenco. O zagueiro tinha um dos maiores salários do grupo, custeado pelo clube e por um patrocinador. Com o rompimento, o Tricolor teve um prejuízo de mais de R$ 5 milhões.
Globo Esporte

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