Dos 100 gols marcados, sete foram no rival alviverde, o clube que mais sofreu com os certeiros chutes do goleiro-artilheiro são-paulino
O pentacampeão Marcos, o ex-goleiro Sérgio e Diego Cavalieri, que hoje está no Fluminense, têm algo em comum, além da posição em campo. Com a camisa do Palmeiras, eles ajudaram Rogério Ceni a alcançar a marca de 100 gols na carreira. E tornaram o Alviverde a principal vítima dos tiros do goleiro-artilheiro (assista ao vídeo abaixo). Na carreira, o camisa 1 são-paulino anotou sete bolas nas redes palmeirenses. Curiosamente, o Tricolor não perdeu nenhuma das sete partidas: foram quatro vitórias e três empates (confira abaixo a tabela completa).
O primeiro a sofrer com o pé calibrado de Rogério Ceni foi Marcos. Companheiro do são-paulino na conquista do pentacampeonato com a Seleção Brasileira, em 2002, o camisa 12 alviverde buscou a bola no fundo das suas redes em quatro oportunidades. A primeira delas foi em 1999, no Campeonato Paulista. De pênalti, o capitão tricolor deixou a sua marca pela primeira vez. O “santo” palmeirense ainda sofreu em 2002, 2005 e 2008.
| DATA | JOGO | GOLEIRO | GOL | TORNEIO |
|---|---|---|---|---|
| 18.04.1999 | 4 x 4 | Marcos | Pênalti | Paulistão |
| 28.04.2002 | 2 x 2 | Marcos | Falta | Rio-São Paulo |
| 20.02.2005 | 3 x 0 | Sérgio | Falta | Paulistão |
| 25.05.2005 | 2 x 0 | Marcos | Pênalti | Libertadores |
| 03.05.2006 | 2 x 1 | Sérgio | Pênalti | Libertadores |
| 01.04.2007 | 3 x 1 | Diego Cavalieri | Pênalti | Paulistão |
| 19.10.2008 | 2 x 2 | Marcos | Pênalti | Brasileiro |
- É uma marca impressionante. O Rogério merece porque é um dos melhores batedores de falta que eu já vi e treinou muito para isso. Ah, e é bom que ele se lembre de que eu tenho participação neste feito aí. Se não fossem os gols que eu sofri, ele não estaria comemorando - brincou Marcos.
No meio tempo entre os gols sofridos por Marcos, Sérgio também foi vítima de Rogério Ceni. Com precisão, o arqueiro são-paulino marcou de falta, em 2005, durante disputa do Paulistão. O reserva voltaria a levar outro gol, novamente com um chute do rival, em 2006, também no estadual.
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Apesar dos gols sofridos, palmeirenses não guardam rancor do adversário. No caso de Diego Cavalieri, vítima também de um pênalti, no Paulista de 2007, a sensação, foi esquisita. O motivo é o fato de levar um gol de goleiro, algo que ainda não é tão comum no futebol.
- O Rogério Ceni é um grande goleiro e me recordo do jogo em que sofri um gol dele. Não é uma situação muito normal levar um gol de outro goleiro, mas ele é um especialista em bolas paradas e já demonstrou isso ao longo de sua carreira. Foi a única vez que levei um gol dele. É experiente e com um currículo de muitos títulos, além de ser um grande profissional - avaliou o atleta do Fluminense.
Globoesporte
Rogério Ceni e Marcos: rivais em campo e amigos fora dele (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
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